terça-feira, 22 de março de 2011

Hit do Momento: Obama no Brasil...

Longo regime de C'mon Kid! I know people.

Talvez meus leitores nem se lembrem mais que o blog existe, ou tenham chegado à conclusão de que eu realmente o abandonei, maaaas... ao contrário do que possam ter imaginado, estive passando por certas transformações nem tão espirituosas assim depois de me formar (sim eu consegui!), tirar um tempinho de férias de internet (o que se mostrou um verdadeiro fracasso), passar na seleção de mestrado da FAU-UFPA, começar o curso de italiano, além de estar levando em frente outro blog, mais voltado ao público feminino, o Só no Salto Agulha, pra não dar aquela velha e monótona desculpa "do viver sem tempo e sem inspiração". 

Na verdade, após muito me estressar com a falta de dignidade pra escrever algo decente pra cá, minha vida tem andado num ritmo tão acelerado (dá-lhe Joelma) que nem com algum esforço eu consegui elaborar alguma coisa. E olha que agora temos um outro autor: Alexandre, arquiteto, libriano, moreno, olhos castanhos, muito sedutor... ahahahaha, mas vou logo dizendo que tem dona! ¬¬ Nas nossas conversas sobre possíveis posts temos uma forte corrente musical, então, provavelmente estrearemos uma nova sessão pra badalar isso daqui, só precisamos desenvolvermos o formato mais legal de criar e atrair o público.

Agora, vamos ao que interessa. Todos, ou pelo menos parte do povo brasileiro, tem estado muito esfuziantes por causa da tão aclamada vinda de Barack Obama em terras canarinhas. Eu? Nem sabia que ele vinha, só sei que assisti fielmente aos noticiários para acompanhar os trajes maravilhosos da digníssima Primeira Dama. Coisa de perua? Não. Uma forma de não me decepcionar com a enorme expectativa gerada no povo por causa desse encontro de presidentes. Quando um presidente dos Estados Unidos decide vir ao Brasil, nunca isso se deve baixar muito a cabeça. Vocês não sabem que assim nossos fundos aparecem?

Não somente Dilma, toda empirulitada em seus obsoletos trajes vermelhos com muito laquê na peruca, como grande parte de pessoas influentes da "elite" do país, reverenciam exageradamente pra uma nação que somente se aproxima por interesse. É claro que não podemos negar nossas raízes acolhedoras, bem-humoradas e dignas de bons anfitriões, mas o que muito me causa aversão é esse fanatismo cego pela bandeira tricolor estrelada. Sim, é fato que não se pode desprezar uma das maiores potências, até porquê muito dela dependemos, principalmente nos quesitos economia e política, tampouco significa que devemos bajular e camuflar uma realidade brasileira (violência, desemprego, analfabetismo, dentre outras mazelas urbanas). 

Logo que Obama assumiu a presidência dos E.U.A. eu acreditei que por ele ser jovem e ter um infinito de novas possibilidades ele fosse se destacar e modificar o cenário político nada bonito que o presidente anterior construiu no governo anterior. Não, não é meu mérito nem competência discutir política nem brasileira quanto mais norte-americana, mas o fato é que com os acontecimentos subseqüentes no governo de Obama eu cheguei à mais temível conclusão que receava: ele é o Lula do Primeiro Mundo, não em termos de escolaridade e educação, que é óbvio nem se compara, mas no que se refere ao tom displicente até demais em seus discursos. Sempre tem alguma piadinha, alguma colocação graciosa, que sinceramente são desnecessárias ao pronunciamento de um chefe de Estado que se preze. Primeiro foi a maldita mosca, depois o "homérico" e um pouco sarcástico "He's the man" pro Lula, que este último fez questão de tomar como um elogio supremo. E então? O que mais esperar?

Não foi diferente do que se viu nessa vinda de Obama ao Brasil. Foi um bafáfá, segurança (in)digna de Fernandinho Beira-Mar, evento público cancelado, dancinha do Olodum pra cá, capoeira pra lá, Michelle Obama cheia de glamour e classe, máscaras de oxigênio e muita, mas muuuuita expectativa e puxação de saco para que os assuntos de interesse ao Brasil fossem positivamente resolvidos. O que se viu? Alô, boa noite, Vasco. Só faltou o "palmas palmas" pra representar uma parte do humor negro brasileiro. 

Também teve o episódio da camisa do Flamengo, a visita ao Cristo Redentor que não comoveu o coração de Obama com relação à Líbia. Ah! Ainda tem isso! De acordo com o G1 "Obama autorizou o ataque militar norte-americano à Líbia neste sábado, quando estava em Brasília." E Dilma o que fez? Absolutamente nada. Isso porque o Brasil não apoiava a decisão invasiva das forças americanas na Líbia, tudo bem o que a presidente polegar vermelho queria, era que os acordos a serem tratados pelas duas nações surtissem bons resultados para economia brasileira...  Mas, como esperado, não podemos criar grandes expectativas em torno de nada, nem de acontecimentos futuros, muito menos de pessoas.

É claro que Obama só veio pra garantir sua parte no Pré-Sal, já que anda completamente de ponta com as Arábias e seu valioso petróleo, poder dominar o que resta da Amazônia (não se esqueçam do acordo pra construção de satélites), conhecer o biocombustível e elaborar um melhor na terra do Tio Sam, entre outras particularidades meramente interesseiras. Enquanto isso, boa parte dos brasileiros ficou esperando o cancelamento dos vistos, a diminuição das restrições quanto aos produtos agrícolas nacionais pros E.U.A. importados. 

Agora, eu que digo: Palmas, palmas Sr. Obama! Yes, you could do it!
Beeesos.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Bibi Costa no Diário do Pará

Quem teve a oportunidade de ler a coluna do professor Oswaldo Coimbra no Caderno Você do Diário do Pará, sábado passado, pôde conferir uma pequena parte da minha pesquisa de conclusão de curso sobre o Palacete Costa. 
A matéria fala basicamente sobre as dificuldades que se encontram ao estudarmos construções antigas, sobretudo quando você precisa de fontes confiáveis que te ajudem a estabelecer um histórico de alterações de partido arquitetônico para, a partir daí, elaborar um projeto de restauração que não implique em descaracterização total do prédio nem em uma tentativa de se trazer de volta o espírito, que à época de sua construção e inauguração, gerando assim, um falso histórico.
Estamos também no Marcos do Tempo numa entrevista sobre as particularidades da minha pesquisa, quais os fatores que nortearão minha proposta de restauração, quais as descobertas mais interessantes feitas sobre a história do palacete.
Quem estiver interessado é só conferir. Fique à vontade se quiser perguntar ou sugerir qualquer coisa.

Abraços!

domingo, 15 de agosto de 2010

Post 100: Sobre ruínas, paixão e (ma)patrimônio


Quod visum placet

E então? Você entraria?
Se permitria conhecer o espírito de dois séculos atrás que luta para subsistir frente à obstrução causada pelos tempos modernos?
Você sentiria medo?
Seria por causa de suas fraturas expostas ou devido ao que se passou dentro desse lugar como (mal)dizem por aí?
Você se sentiria instigado?
Entraria vorazmente pra acalmar a angústia à qual essa figura te remete?
Se realizaria diante de tal descoberta e jamais se sentiria capaz de abandoná-la aos seus prórpios fantasmas, que de certa forma te encantam e te atraem ao início de toda essa história?
Você desejaria decorar todos os seus mínimos detalhes e os amaria até ser capaz de recitá-los em alto e bom som a todos que por ele passassem?
Talvez não...
Muitos não o encorajam nessa empreitada; "lhe custaria sua vida, lhe traria tormento".
É muito simples renegar coisas inanimadas sem o valor de novidade que lhes confere um aspecto divino, completo e atual.
Ou...
Talvez você não se importasse em ser o único a seguir essa trilha cercada de poeira, passos cuidadosos e olhar atento a tudo que compõe a cena...
Isso lhe traria à tona todos aqueles sentimentos esquecidos que um dia todos já guardaram no peito.


* Aquilo que agrada ao olhar. in Teoria da Restauração, Cesare Brandi, p. 36

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A dura vida de um professor

Ser professor, nesses tempos, sinceramente não é vocação, nem talento, nem falta de opção. É simplesmente um karma. A relação aluno-professor, desde que a educação fora de casa existe, não é lá das melhores principalmente quando se trata de matéria lecionada (tipo matemática, português e até educação física), estilo de aula, e o pior: o perfil da turma.
O cara que vai dar aula tem que ter um preparo psicológico enorme para não tomar atitudes extremas que prejudiquem o aprendizado dos discentes e/ou acabem num processo jurídico contra a sua pessoa. Essa semana uma escola pública de Brasília foi cenário da perda de controle da professora que amarrou o querido aluno com fita adesiva na cadeira, visto o comportamento inadequado e irriquieto.
É óbvio que ninguém concorda com esta atitude da professora que admitiu o erro quando foi prestar esclarecimento do ocorrido na delegacia, mas outra questão que devemos analisar é a postura em sala de aula dos próprios alunos. Porque quando não estão dispostos a aprender eles usam os aparelhos de mp3, mp4, mp249 [...], usam o celular, seja pra tirar fotos da bagunça, seja pra enviar torpedos SMS pra quem se encontra ao lado de sua carteira, ou falam alto em total desrespeito ao professor.
Isso vem sendo explorado por alguns autores com vários tópicos como erro dos pais que ao invés de encherem as crias de amor e carinho (e claro, educação), atolam de presentes e concessões erradas como estratégia de redução de choro e reclamação dos endiabrados rebentos, conforme matéria recente do IG.
Eu, do alto de minha experiência universitária, cheguei à uma conclusão: aluno é bicho doido. Seja o professor bom ou ruim, sempre vão fazer alguma crítica a esta figura estigmatizada há anos e protagonista de vários filmes e livros com histórias de superação ou confusão.
Medidas extremas pedem ações também extremas. Se a professora de Brasília escala seu próprio Calvário, o aluno amarrado além de sofrer gozações por parte de seus coleguinhas talvez sofrerá dificuldades no aprendizado. Agora, pergunta se mais alguém vai desrespeitar o professor na sala dele... >=D
Abraços!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Sessão de Quarta - Garras afiadas

Após uma trégua na postagem das sessões de quarta, lá vem o C'mon Kid com mais assunto para meninas! Hoje é sobre o cuidado que devemos ter ao irmos no salão ou mesmo ao fazermos as unhas por conta própria.
Pra início de conversa, eu não suporto mexer nas unhas do pé. Não que eu ignore essa parte do meu corpo, mas como ando muito de sapatilha, geralemente o esmalte fica amassado, daí quando uso uma sandália isso se evidencia; logo só pinto as unhas do pé quando a ocasião é de gala. (tá, meu bem!)
Como não tenho uma rotina regular, prefiro nem me meter a marcar uma hora no salão com a manicure porque sei que mais dia, menos dia, vou furar. Por isso comprei todo o meu material - acetona, alicate, serrinha, lixa, removedor de esmalte, redutor de cutícula, espátulas para limpeza - e mesmo tirando uns bifes aqui, serrando torto ali, acabei por me tornar minha manicure oficial. ;)
O fato, é que você deve ter muita calma pra não se machucar nem comprometer a saúde das suas unhas, por exemplo:

- Não deixe o esmalte descascado pemanecer muito tempo na sua unha, isso faz com que muitas bactérias se acumulem nas extremidades do esmalte remanescente, provocando um amarelamento nas unhas;

- Não remova o esmalte com a boca ou qualquer outro meio que não seja a acetona ou o removedor de esmalte. Além de ser anti-higiênico e nada polido, isso enfraquece as unhas;

- Não remova completamente as cutículas. Essa fina membrana protege nossos dedos e unhas de microorganismos nocivos e por mais que não consigamos imaginar uma manicure sem alicate - as européias já aderiram há muito a essa tendência - devemos remover o mínimo só pra "limpar" o visual;

- Nunca use esmalte vencido;

- Antes de fazer novamente as unhas, remova o esmalte pelo menos meia hora antes do processo para que a unha respire;

- Limpe sempre a borda da unha. Além de ser mais difícil de lascar o esmalte, essa borda limpa mantém a unha respirando;

- Leve sempre seu material de manicure pro salão. alguns espaços já impuseram esta norma, contudo a maioria sequer se preocupa. Isso reduz bastante as chances de contaminação.

_ Hidrate sempre mãos e pés. De nada adianta usar uma cor divina nas unhas se a pele se encontra ressecada e maltratada!

Enfim, espero que essas dicas ajudem vocês na hora da peruagem! Na próxima sessão falaremos de cores, MUITAS cores!
Ate lá!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Marcos do Tempo

Me aproveitando do título do blog da Claudia aqui me faço presente na 95 postagem do C'mon Kid!
Juro que não vai ser um post técnico. tem muito mais sentimento do que outra coisa, do que números, ângulos, materiais... Tem muito a ver com vida, vivência, mudanças. Pode ser culpa da globalização, do capitalismo e aquele velho discurso de aulas terríveis de história do século XVIII. (Ok, não são tão terríveis assim!) Pode ser culpa do Peter Hall e suas teorias econômico-urbanistas que tentam entender o desenvolvimento da cidade, talvez meu objeo de estudo e atenção mais amado e odiado na mesma intensidade.
O fato é que chegamos, nós humanos enquanto sociedade moderna, num ponto que não nos importa mais o antigo. A História se faz com as próprias mãos Hoje. E essa tendência de se desfazer do que é tradicional, pré-estabelecido é Hype. Temos mania de renegaros o que é velho em prol do novo.
Celulares tijolões ninguém deseja ter, tv's super descoladas de 14" jamais, aquele grampo de cabelo... Na arte geralmente o estilo vigente contesta o antecessor e se baseia em algo mais antigo. No fundo eu penso que seja a mesma coisa. Tudo depende do momento sócio-econômico-cultural-político... e mais tantos adjetivos presentes na evolução do homem.
A nossa base está lá, escondidinha num canto escuro da sociedade que meia dúzia de desavergonhados se orgulha de ter. Os amantes das velharias se preocupam com o que irá acontecer caso essa base venha a ruir. Seria a perda da identidade local. Seria cuspir no prato que se come. O hoje sempre estará atrelado ao ontem e produzirá o amanhã. "É o ciclo sem fim" como diria Rafiki. Chegamos a todo este ponto de modernidade como? Até pra psicografar dependemos de alguém que já tenha vivido por aqui. Antecedência.
Nossa verdadeira cara, a renegada, a difamada, a desprezada, a ignorada, a que se encontra nos "achados e perdidos" de alguma estação de trem-bala subexiste. Não adianta, hora ou outra ela aparece. Eu me orgulho de algumas coisas - e como toda pessoa "moderna" destrato outras que nao me convém, claro. Me orgulho de casas velhas. =)
Tudo era mais caprichado, arremates eram belíssimamente bem pensados e executados, a iluminação era uma joia para cada ambiente, os forros e pisos eram minuciosamente detalhados, porque imponência e dignidade se completavam. Imponência pra morar. Dignidade para se poder construir os prédios de outrora. E daí que as descobertas materiais da belle-époque geraram um período tipo bolo confeitado em Belém? Comemos com os olhos; isto é certo. Telhados dificílimos de encaixe não produziam goteiras em compensação atualmente é um milagre acertar com águas-combinadas.
E então, quem teria vergonha de quem agora? Os novos dos velhos, os velhos dos novos? E assim as construções antes imponentes, luxuosas que abrigavam ou uma família muito próspera ou um fazendeiro muito cretino e mau ficam acuadas nas esquinas ou incrustadas na nova malha urbana das cidades. "Pequeninas", sujas, mal iluminadas, em ruínas românticas, abrigando vândalos, segredando almas, vigiando o trânsito, aguardando a demolição, beirando a descaracterização... assistindo de camarote a cidade se tornando high-tech.
Enquanto isso, meu coração sofre com estes marcos do tempo...

quarta-feira, 10 de março de 2010

Menina Provinciana

Definitivamente eu desisto de aprender a ser uma pessoa urbana super antenada nas revoluções tecnológicas, demográficas, medicinais e sexuais neste mundo moderno onde o hit é estar sempre banda larga mode on.

É simples: quanto mais ligado com o mundo vocêfica, mais cresce seu isolamento físico: você pode ser assanhado o quanto for na vida virtual, no mundo real você se treme todo pra dizer um "oi" pra algum amigo de orkut, msn, facebook, twitter e afins e não tem a mesma rapidez pra encadear uma conversa interessante cara-a-cara.

Provavelmente, você já abreviou tantas vezes diversas palavras que em algum momento se sentiu imbecil ao tentar escrever façanha com "ss", separar assustado assim a-ssus-ta-do, e soletrar hoje simplesmente com o-g, que sua consciência ou sua própria professora de redação o forçou a sair dessas trevas pelo bem da língua e da visão de quem irá ler sua produção ortográfica.

Outra coisa irritante é aquela abstinência absurda de conexão quando você precisa baixar um trabalho, mandar um currículo com urgência pra alguma empresa, conversar com seu orientador, ver o novo clipe da Rihanna ou apenas jogar UNO com um amigo boêmio no msn naqueles dias de decadência total online. Muitas vezes você, por causa deste vício já amaldiçoou seu modem, espancou sua cpu, destratou verbalmente seu monitor e quase se jogou no chão de raiva, após atirar muitos bibelôs, travesseiros e copos em todas as direções. Eu também já passei por isso, aliás, passo quase o tempo todo porque Murphy insiste em ser meu bf!

Semestre passado quase atirei meu celular pela janela. Não prestava nunca quando eu queria telefonar, estava quase sempre sem sinal, sem bateria, sem crédito, vibrava sem quê nem porquê, o despertador não funcionava, um suplício! E o pior foi a sessão de trotes atrás de um tal de Zeca, mas isso é outra história sem emoção.

O fato de sempre anotar as coisas em papéis coloridos, colantes, brinlhantes pra depois passar a limpo pro pc me transforma numa pessoa não prática que não tem pena das árvores. Não sou nada sem cadernos, canetas e borracha, aliás amo lápis.

Porém o ápice dessa inadequação paramétrica da minha pessoa ao vasto mundo online for real foi a busca desenfreada e cansativa por uma caixa de grampos. Perto da minha casa tem 4 farmácias, 1 mega shopping e 1 supermercado mas não, nenhum vende grampo. COMO ASSIM?? As chapinhas e os cachos a babyliss não se mantêm sem teouca e bobes. Pelo menos no meu cabelo.

Talvez eu precise me mudar para o campo.